O Brasil não pretende reeleger Lula
"Eu não sei quem irá vencer as eleições. Só sei que o Lula provavelmente irá perder."
Guilherme Abbud, CEO da Persevera, 06 de março de 2026

As pesquisas apontam 50 a 50 entre Lula e Flávio Bolsonaro no (provável) segundo turno. Achamos que a realidade já é melhor que isso para Flávio: nas nossas contas, ao redor de 52 a 48, e com a assimetria favorável a ele. Salvo novidades bombásticas, eventos de cauda e erros nas pesquisas para além da margem de erro, se as eleições fossem hoje, acreditamos que a população brasileira não reelegeria Lula.
Onde estamos hoje

Metodologia: Média móvel dos últimos 14 dias. Institutos agregados: AtlasIntel, Aya, Datafolha, Futura, Nexus e Quaest. Após a indicação de que seria o candidato apoiado por Jair Bolsonaro, em dezembro/25, Flávio conseguiu superar a alta rejeição inicial e viabilizar sua candidatura. O áudio para Daniel Vorcaro, divulgado em 13/maio, foi um revés importante para sua campanha, mas, como prevíamos desde o início do ano, o enfraquecimento do atual presidente tem se mostrado o fator mais decisivo para a disputa de 2026. A eleição deste ano não é sobre projetos, é um referendo: Lula ou qualquer outro.
A pouco mais de duas semanas do 1º turno e cinco do 2º, Lula nos parece estar em uma condição muito menos confortável do que em 2022. Então recém solto, Lula surfou o imaginário de um governo pacificador, democrático e economicamente responsável, e, sobretudo, aproveitou-se da forte rejeição popular a Jair Bolsonaro. Hoje, enxergamos o atual presidente ainda mais rejeitado, mais fraco e mais distante do eleitor independente, dinâmica que não parece plenamente refletida nas pesquisas, provavelmente pelo baixo engajamento político até aqui nestas eleições. Por isso, no referendo popular, acreditamos que a escolha da população brasileira será o adversário de Lula.
O concurso de feiura
Com 52,5% de rejeição, quase 3pp acima de Flávio¹, Lula hoje é o patinho mais feio entre os candidatos. Para nós, esse indicador é um dos que carrega maior valor informacional, na medida em que:
Mitiga o "eleitor envergonhado": Assim como aconteceu em outros países, as pesquisas da véspera do 2º turno subestimaram a votação do candidato da direita em 2022 em ~2ppᵃ. Acreditamos que um dos fatores-chave para isso é o "eleitor envergonhado", aquele que votou em Jair sem ter declarado seu voto. Inverter a pergunta de "em quem você votará no 2º turno?" para "em quem você não votaria?" neutraliza esse efeito e ajuda a extrair o voto real.
Explica melhor o comportamento do voto "na hora H": Desde 2014, quando começamos a ter eleições bastante acirradas, a rejeição dos candidatos foi um bom preditor do resultado. O eleitor independente, principalmente o que rejeita ambos os candidatos, é obrigado a escolher. Por isso, a eleição brasileira será mais uma vez um concurso de feiura.

Fonte: AtlasIntel¹. Metodologia constante: Mesmo instituto, mesma pergunta, oito rodadas nacionais.
Mais do que a foto atual, o filme conta uma história importante. De um lado, a rejeição de Flávio está em queda e, pelo seu comportamento, parece menos intensa. É conjuntural: sobrenome, associação ao pai e, desde maio, a relação com Vorcaro no filme Dark Horse. Ter voltado para abaixo do patamar de abril sugere que a população digeriu sua explicação sobre o filme, aceitou seu pedido de desculpas na polêmica com Michelle Bolsonaro e acolheu seus mea culpas: a indicação de um ministro da saúde crítico à gestão de Jair na pandemia e o reconhecimento de que Eduardo errou na relação com Trump.
Do outro lado, a rejeição de Lula vem em alta, justamente na época eleitoral, uma tendência cujo timing pode ser fatal. Mais do que isso, tal rejeição parece dura de reverter: Lula já é amplamente conhecido pelos brasileiros, não deverá ter novas vitórias políticas até a votação, e o clima institucional crescentemente caótico tende a projetar ainda mais rejeição ao incumbente.
Desde 2014, a urna tem sido o espelho da rejeição. Com essa relação e os números atuais, vemos Flávio com 52 a 48%.

Metodologia do espelho da rejeição: Soma da rejeição de ambos os candidatos na véspera da eleição, gross-up para 100% e distribuição proporcional (invertida). Desvio da urna x espelho da rejeição: 0,3pp em 2014; 0,9pp em 2018; 1.2pp em 2022; média = 0,8pp, mediana = 0,9pp. Fontes: AtlasIntel¹ e Datafolha²,³,⁴.
Outro indicador complementar valida o cálculo: avaliação do governo. Jair chegou às urnas no 2º turno de 2022 com seu governo tendo 51,0% de "ruim/péssimo" e 54,2% de desaprovação (vs. 45,8% de aprovação)⁵. Hoje, pelo mesmo instituto, o governo Lula empata na avaliação negativa e piora em 1pp na desaprovação, com 55,2%¹.
Nem toda desaprovação vira voto contrário: seja pelo viés do status quo, seja por rejeição maior ao adversário. Jair alcançou 49,1% dos votos válidos nas urnas, convertendo +3,3pp vs. sua aprovação. Desconsiderando qualquer ajuste na pesquisa e replicando essa conversão de 3,3pp, Lula alcançaria 48,1% no 2º turno. Vários institutos escancaram a desaprovação do governo e, conjuntamente, revelam que o teto de Lula provavelmente é abaixo dos 50%.

Fontes: Nexus⁶, Futura⁷, Datafolha⁸, Real Time Big Data⁹, Quaest¹⁰, AtlasIntel¹, Aya¹¹, Gerp¹² e Palver¹³. Metodologia: Aprovação + desaprovação reponderadas para 100% e distribuídos proporcionalmente, excluindo os não respondentes.
O principal culpado
Ironicamente, o Nordeste
Por baixo da superfície das pesquisas, há uma série de discordâncias entre elas, mas a maioria indica uma erosão importante de Lula no Nordeste, seu principal reduto eleitoral. A região, que votou 69 a 31% a seu favor em 2022, agora lhe dá ~65% nas simulações de 2º turno, 4pp a menos. Em um eleitorado de cerca de 33,5 milhões de votos válidos, cada ponto percentual que Lula perde (e Flávio ganha) vira ~670 mil votos, frente a uma margem nacional de 2,1 milhões em 2022.

Fontes: Veritá¹⁴, Futura¹⁵, Nexus⁶, Quaest¹⁰, Datafolha⁸.
Em particular, na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste e quarto maior do Brasil, com 11,3 milhões de eleitores, a AtlasIntel¹⁶ estima Lula perdendo 5,4pp no 2º turno, e a Futura¹⁷ 9,0pp, o que converteria 1,0 a 1,5 milhão de votos. Confrontando a AtlasIntel contra a pesquisa estadual do próprio instituto em 2022, que teve boa aderência contra as urnas¹⁸, fica claro que a tendência é espalhada: Lula recua em virtualmente todos os subgrupos das estratificações por gênero, idade, renda, escolaridade e religião. Entre jovens de 16 a 24 anos (12% do eleitorado baiano), Lula recuou quase 35pp em votos brutos e 20pp em válidos: de mais de 83% das intenções em 2022 para menos de 64%.
Em nossa leitura, o fenômeno é espalhado e profundo o suficiente para nos dar confiança de que é real. Mais do que isso, ele tem um fundamento claro: a sociedade não necessariamente mudou de lado, mas mudou de problema.
Novo problema, nova solução
Nos últimos quatro anos, a maior preocupação dos brasileiros passou a ser segurança pública, o histórico calcanhar de Aquiles do PT e uma das principais pautas da direita. O voto pela pauta prioritária é reconhecido academicamenteᵇ e, no caso brasileiro de 2026, acreditamos que ele já tem erodido a base de Lula e, na reta final, irá empurrar ainda mais os eleitores independentes, indecisos e despolitizados para a oposição. Nas pesquisas eleitorais, vemos indícios da preferência do eleitor por Flávio em cada um dos principais problemas do país, sobretudo segurança pública (54 a 46%).

“Qual o principal problema do país?”: Consolidado 2022: Mediana do ranking entre Ipsos¹⁹, Quaest²⁰ e AtlasIntel²¹; Consolidado 2026: Mediana do ranking entre Ipsos²², Quaest²³ e Nexus²⁴. “Em quem você confia mais para administrar essa área?": AtlasIntel¹.
A relevância desse tema já tem impactado Lula de maneira incômoda: seu partido pode perder três dos quatro estados governados no Nordeste, dois deles já no 1º turno, justamente os mais violentos da regiãoᶜ e com claro avanço do crime organizadoᵈ.

Fontes: Quaest, Real Time Big Data, AtlasIntel, Futura.
A possível perda desses palanques tanto simboliza quanto intensifica o enfraquecimento de Lula na região. Simboliza porque é termômetro, e mede um PT muito mais frio. E intensifica porque tira infraestrutura. Sem palanque e sem a máquina pública no 2º turno, a campanha presidencial nesses estados perde engajamento, cabos eleitorais e até transporte de eleitores no interior, detraindo ainda mais o resultado petista.
Embora as disputas estejam abertas e o PT tenha condições de ganhar nas três, a queda do partido vs. 2022 ainda deverá ser notável — sobretudo no eleitorado mais jovem e mais afetado pela criminalidade — e muito provavelmente será transposta, em alguma medida, para a decisão presidencial.
O Brasil que se reconfigurou
O governo não parece ter feito esse diagnóstico. Em um Brasil de quase 2 milhões de motoristas de aplicativos e entregadores, R$ 37 bilhões perdidos por ano em bets e 40% da população vivendo sob o crime organizado, Lula recorre a velhos remédios para novos sintomas. As principais bandeiras do governo — Fim da escala 6×1, Desenrola, Isenção do IR, Pé de Meia — pouco parecem estar contribuindo para se aproximar do eleitorado. A renda cresceu, mas o poder de compra piorou; a saúde melhorou, mas a segurança colapsou.

Fonte: Nexus⁶.
Sintomaticamente, algumas das maiores taxas de desaprovação do governo vêm exatamente dos grupos que deveriam ser diretamente beneficiados: mais pobres, menos escolarizados e mais jovens (talvez por isso, ao contrário de 2022, em 2026 não vimos campanhas do TSE, de artistas e influenciadores para os jovens tirarem o título de eleitorᵉ).

Fonte: AtlasIntel¹..
Além do descasamento entre prioridade para a população e resposta do governo, outra mudança estrutural na sociedade brasileira depõe contra o presidente: a transformação religiosa. Em um Brasil cada vez mais evangélico (de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022²⁸; extrapolando a tendência, 28,7% em 2026), grupo que dá à direita ~65% dos votos válidos²⁹, tal identidade religiosa sobrepõe renda, idade e até região no comportamento eleitoral.
Com tudo isso, Lula chega às eleições de 2026 com três importantes fraturas: religiosa, geracional e regional. De forma caricata, é o evangélico que busca prosperar por meio do trabalho; a jovem que defendeu a democracia em 2022, mas não realizou seus sonhos; a dona de casa em um bairro que virou campo de batalha entre facções.
De volta ao Nordeste, caso Lula perca mais de 3,5pp no 2º turno — como a mediana das pesquisas hoje aponta —, perderia a reeleição, mantidas estáveis as outras regiões. Porém, as outras regiões não parecem estáveis; também parecem jogar contra o presidente: no Norte, Sul e Centro-Oeste, a desaprovação de Lula está de 8 a 28pp mais alta do que a de Bolsonaro pré-2º turno em 2022, provavelmente fruto das mesmas pedras no sapato.

Fonte: AtlasIntel¹,²¹.
E aqui está o pulo do gato: a desaprovação de Lula no Sudeste parece severamente subestimada, possivelmente por um erro de amostragem. O mesmo instituto, na mesma época, conduziu pesquisas nos quatro estados da região, com uma amostragem 3x maior do que a parcela do Sudeste na pesquisa nacional. As estaduais encontraram que a desaprovação de Lula 2026 vs. Bolsonaro 2022 cresce 0,7pp em MG, 7,5pp no RJ, 10,9pp em SP e cerca de 16pp no ES*. Aplicando o peso de cada estado no Sudeste, vemos uma desaprovação de Lula perto de 58% na região, mais de 7pp acima da de Bolsonaro.

Fonte: AtlasIntel³⁰,³¹,³²,³³,³⁴,³⁵,³⁶,. Nota*: A desaprovação de Bolsonaro no ES não foi medida pelo instituto, é uma estimativa Persevera com base no desempenho do candidato no estado.
Mesmo considerando a aprovação de Bolsonaro em 2022 como referência para a desaprovação de Lula em 2026, há uma piora marcante: 32,2pp no Centro-Oeste, 24,3pp no Norte, 11,9pp no Sul e 9,0pp no Sudeste.
Essse achados nos fazem desconfiar da consistência das pesquisas que apontam Lula estável ou avançando em qualquer região do Brasil. Por exemplo, a Nexus⁶ mede Lula com ~52% no Sudeste no 2º turno contra Flávio, o Datafolha⁸ mede ~49% — uma região em que Lula pontuou 46% em 2022 e agora o desaprova ainda mais, e mais intensamente do que desaprovava Jair. Parece matematicamente inviável.
Partindo da erosão no Nordeste, que, conforme analisamos, deve praticamente zerar a margem de vitória de Lula em 2022 (~2pp), e ajustando as intenções de voto pela desaprovação do governo nas outras regiões (outros ~2ppᶠ), enxergamos novamente a disputa mais próxima de Flávio 52 a 48%.
As pesquisas que seguem desconfiguradas
Além de algumas dessas inconsistências, como mencionamos no início, as pesquisas subestimaram o candidato da direita em 2022 em ~2ppᵃ, fenômeno também visto em outros anos e em outros países. Atribuímos isso a (i) "eleitor envergonhado"ᵍ, que não revela nas pesquisas sua real intenção de voto (particularmente nas entrevistas presenciais, como as do Datafolha); (ii) erros de amostragem (como os 55% de mulheres na AtlasIntel⁵ na véspera do 2º turno de 2022, vs. 53% do eleitorado real) e (iii) efeitos da abstenção (embora algumas tentem, as pesquisas dificilmente conseguem endereçar os cerca de 20% de abstenção do eleitorado).
Até agora, quase todos os ajustes que apontamos e modelos que desenvolvemos se baseiam integralmente na precisão das pesquisas. De forma independente, testamos dois ajustes simples para os itens (ii) e (iii), que corroboraram nossa tese.
O ajuste para a abstenção (iii) repondera o eleitorado de 2026 nas amostras das pesquisas analisadas por histórico de comparecimento auferido pelo TSE e aplica sobre a nova composição a mesma intenção de votos declarada. Como a abstenção é levemente maior dentro do eleitorado de Lula, apenas esse exercício gera um ajuste de +0,35pp a +0,6pp a favor do seu oponente, levando Flávio a 50,35% a 50,6% pelas mesmas pesquisas hoje.
Para endereçar a amostragem (ii), aplicamos um corretor igual ao erro de cada instituto na última rodada de 2022, e o aplicamos à medição atual de cada instituto. Com erro médio de 1,0pp e mediano de 2,2pp e estatisticamente persistente em 2026, as pesquisas hoje já apontariam Flávio com 50,5 a 51,1% no 2º turno.
Os números, em resumo

Nosso jornal de amanhã
Por fim, nossos números têm um respaldo importante na dinâmica política da América Latina. Historicamente, os países da região se comportam em ciclos quase sincronizados, o que acreditamos ser decorrente de dinâmicas culturais, políticas e sociais similares. De 2000 a 2010, a América Latina viveu a 'Onda Rosa', com vários países elegendo governos de esquerda após a consolidação da democratização. Na sequência, veio uma 'Onda Azul', contrária, que trouxe governos de direita e de centro de volta ao poder. Em 2018, a região começou uma 2ª onda de esquerda e, desde 2024, assistimos a uma reversão importante desse movimento. Hoje, 9 dos 12 países analisados vivem regimes de direita, com destaques para as mudanças recentes de regime no Chile, Colômbia e Bolívia.

Com um eleitorado crescentemente insatisfeito com a segurança pública, qualidade de vida e corrupção, inclusive dentro dos grupos que historicamente votaram Lula, acreditamos que o Brasil será em breve o 10º da lista.
Fontes e Referências
AtlasIntel: Período de coleta: 04 a 09/09/2026. Registro TSE: BR-01452/2026.
Datafolha: Período de coleta: 24 a 25/10/2014. Registro TSE: BR-01210/2014.
Datafolha: Período de coleta: 24 a 25/10/2018. Registro TSE: BR-05743/2018.
Datafolha: Período de coleta: 28 a 29/10/2022. Registro TSE: BR-08297/2022.
AtlasIntel: Período de coleta: 26 a 29/10/2022. Registro TSE: BR-04838/2022.
Nexus: Período de coleta: 11 a 13/09/2026. Registro TSE: BR-04076/2026.
Futura: Período de coleta: 04 a 10/09/2026. Registro TSE: BR-02322/2026.
Datafolha: Período de coleta: 01 a 02/09/2026. Registro TSE: BR-03669/2026.
Real Time Big Data: Período de coleta: 27 a 31/08/2026. Registro TSE: BR-03490/2026.
Quaest: Período de coleta: 10 a 13/09/2026. Registro TSE: BR-03607/2026.
Aya: Período de coleta: 06 a 09/09/2026. Registro TSE: BR-04914/2026.
Gerp: Período de coleta: 03 a 08/09/2026. Registro TSE: BR-00251/2026.
Palver: Período de coleta: 04 a 07/09/2026. Registro TSE: BR-05420/2026.
Veritá: Período de coleta: 01 a 04/09/2026. Registro TSE: BR-09426/2026.
Futura: Período de coleta: 27/08 a 01/09/2026. Registro TSE: BR-02793/2026. Utilizada no lugar da Futura⁷, que não quebra por região a simulação de 2º turno.
AtlasIntel. Período de coleta: 28/08 a 02/09/2026. Registros TSE: BA-08891/2026 | BR-07739/2026.
Futura: Período de coleta: 24 a 26/08/2026. Registros TSE: BA-08990/2026 | BR-00828/2026.
AtlasIntel: Período de coleta: 26 a 30/09/2022. Registros TSE: BA-03876/2022 | BR-09077/2022. Em votos válidos, Lula pontuou 73,4% na simulação contra Jair Bolsonaro, contra 72,1% nas urnas (erro de 1,3pp em share e 2,6pp em margem.).
What worries the world?, Ipsos (10/2022). Ranking: 1) Economia e desigualdade (46% + 34% + 28% - pobreza e desigualdade + desemprego + inflação); 2) Segurança pública (35%); 3) Corrupção (29%); 4) Saúde (8%).
Quaest: Período de coleta: 25 a 28/08/2022. Registro TSE: BR-00585/2022. Ranking: 1) Economia e desigualdade (37% + 20% - economia + questões sociais); 2) Saúde (16%); Corrupção (6%); Segurança pública (5%).
AtlasIntel: Período de coleta: 21 a 25/10/2022. Registro TSE: BR-01560/2022. Ranking: 1) Economia e desigualdade (23,5% + 10,8%); 2) Corrupção (16,3%); 3) Segurança pública (12,6%); 4) Saúde (8,8%).
What worries the world? Brazil Report, Ipsos (07/2026). Ranking: 1) Segurança pública (43%); 2) Corrupção (36%); 3) Saúde (35%); 4) Economia e desigualdade (33%).
Quaest: Período de coleta: 10 a 13/09/2026. Registro TSE: BR-03607/2026. Ranking: 1) Segurança pública (31%); 2) Corrupção (22%); 3) Economia e desigualdade (19%); 4) Saúde (10%).
Nexus: Período de coleta: 11 a 13/09/2026. Registro TSE: BR-04076/2026. Ranking: 1) Segurança pública (34%); 2) Saúde (28%); 3) Corrupção (27%); 4) Educação (18%).
Jerônimo Rodrigues (PT) em cenários estimulados, votos válidos: 46,2% pela Quaest | 46,6% pela Futura | 48,7% pela AtlasIntel | 48,9% pela Real Time Big Data. Quaest: Período de coleta: 23 a 26/08/2026. Registro TSE: BA-06206/2026 | Futura: Período de coleta: 24 a 26/08/2026. Registro TSE: BA-08990/2026 | AtlasIntel: Período de coleta: 28/08 a 02/09/2026. Registro TSE: BA-08891/2026 | Real Time Big Data: Período de coleta: 04 a 08/09/2026. Registro TSE: BA-01568/2026.
Elmano de Freitas (PT) em cenários estimulados, votos válidos: 42,5% pela Quaest, 47,8% pela AtlasIntel, 49,5% pela Real Time Big Data. Quaest: Período de coleta: 31/08 a 03/09/2026. Registro TSE: CE-01149/2026. AtlasIntel: Período de coleta: 28/08 a 02/09/2026. Registro TSE: CE-02357/2026 | Real Time Big Data: Período de coleta: 03 a 07/09/2026. Registro TSE: CE-03293/2026.
Cadu de Lula (PT) em cenários estimulados, votos válidos: 29,8% pela Real Time Big Data, 30,0% pela Quaest. Real Time Big Data: Período de coleta: 05 a 09/09/2026. Registro TSE: RN-08492/2026 {divulgação suspensa pela Justiça Eleitoral em 13/09/2026} | Quaest: Período de coleta: 20 a 23/08/2026. Registro TSE: RN-00876/2026.
IBGE: Censos Demográficos de 2010 e 2022.
Flávio Bolsonaro (PL), nas simulações de 2º turno contra Lula, em votos válidos: 62,2% pelo Datafolha⁸ e 66,7% pela Nexus⁶. Jair Bolsonaro (PL), na simulação de 2º turno na contra Lula em 2022, em votos válidos: 65,9% pela AtlasIntel²¹.
AtlasIntel. Período de coleta: 09 a 13/10/2022. Registros TSE: BR-02111/2022 e SP-09649/2022.
AtlasIntel. Período de coleta: 09 a 13/10/2022. Registro TSE: BR-02312/2022.
AtlasIntel. Período de coleta: 09 a 13/10/2022. Registro TSE: BR-00236/2022.
AtlasIntel. Período de coleta: 26 a 31/08/2026. Registros TSE: BR-02563/2026 e SP-06964/2026.
AtlasIntel. Período de coleta: 30/08 a 04/09/2026. Registros TSE: BR-05852/2026 e MG-01579/2026.
AtlasIntel. Período de coleta: 26 a 31/08/2026. Registros TSE: BR-05901/2026 e RJ-04067/2026.
AtlasIntel. Período de coleta: 26 a 31/08/2026. Registros TSE: BR-06459/2026 e ES-00206/2026.
a. Mediana da vantagem de Lula em votos válidos na última pesquisa realizada antes do 2º turno por cada um destes institutos: Gerp (-4,4pp), Veritá (-2,0pp), Futura (-0,6pp), Paraná (0,9pp), MDA (2,2pp), Quaest (3,4pp), Ideia (4,2pp), Datafolha (4,3pp), PoderData (5,4pp), Ipespe (6,4pp), AtlasIntel (6,8pp), Ipec (7,5pp) = 3,8pp, contra uma diferença de 1,8pp nas urnas.
b. Bélanger & Meguid (2008), Issue salience, issue ownership, and issue-based vote choice, e Budge & Farlie (1983), Explaining and Predicting Elections: Issue Effects and Party Strategies in Twenty-Three Democracies. Interpretadas em conjunto, essas obras apontam a disputa de lados opostos por qual tema ocupa a agenda do debate público e como o eleitor enxerga cada partido como o proprietário de cada tema, direcionando seu voto ao lado que domina o tema prioritário do momento.
c. Anuário Brasileiro da Segurança Pública (2025). Bahia teve 40,6 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes em 2024, 2ª maior taxa do Brasil, atrás apenas do Amapá (45,1), e seguida pelo Ceará (37,5).
e. Semana do Jovem Eleitor, iniciativa do TSE em março/2022 para promover jovens a tirarem o título, que ganhou engajamento de artistas e influenciadores.
f. Estimativa realizada a partir da regressão de uma equação de desaprovação → voto mensurada para Bolsonaro em 2022.
g. Por ser uma hipótese relativamente recente na Ciência Política, ela não é uma unanimidade acadêmica, e ainda falta comprovação empírica. Ainda assim, em nossa análise, atribuímos parte da explicação a esse efeito.





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